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Family Girl

Primo, mãe, tia e eu
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Um dos momentos mais legais desse ano foi essa viagem com a minha família. Comidinhas maravilhosas e conversas que fazem o coração encher de amor, sabe?
Fomos para Caratinga, interior de MG, lugar onde minha mãe foi criada e eu também passei boa parte da infância. Voltar lá me faz lembrar de quando eu era pequenininha e achava que a casa da vovó do menino maluquinho, do Ziraldo, era a mesma que a da minha bisa. Até resgatei meu livro antigo e fiquei olhando a ilustração. Ai, como é parecida. Até a samambaia! Casa de vó é tudo igual mesmo, não é?

Meu livro todo rabiscado do O Menino Maluquinho
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Eu, robô

Desde que comecei a me interessar por mídias sociais venho me questionando sobre as vantagens de se ter um conteúdo tão livre como o que a gente vem experimentando na internet. Tudo bem para quem é apenas receptor, acho que não tem nada melhor, afinal, quem não gosta de ter acesso a tanta coisa legal, com uma facilidade incrível e ainda por cima de graça? Todo mundo, né? Mas, fico encasquetada, e para o emissor, tanto aquele que sempre foi, como para aquele que agora tem a oportunidade de ser, qual a vantagem de tudo isso?
Não é à toa que na indústria musical, por exemplo, muita gente pirou quando se viu em meio ao mundo novo dos downloads de mp3. Momento marcante esse, não acham? É como tirar doce da boca de criança e ainda por cima mandar ela se virar se quiser conseguir outro. A “industria emissora” se programou para se apropriar do que a internet proclama ser nosso por direito. É diferente, é uma boa mudança de hábito, gosto disso.
Mas voltando a questão lá do começo, como é que faz para ter alguma vantagem em liberar conteúdo sem cobrar por ele? Depois de ler muitas discussões, principalmente no blog do Chris Brogan, comecei a formar minha opinião.

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Não é novidade nenhuma que grande parte do que a sociedade tem hoje (não do que a sociedade é, mas sim do que ela tem) vem de um círculo vicioso que gira em torno de dinheiro, dim dim, bufunfa, coisa que gente normal sabe o que é, mas nem sempre vê. Porém, quem está dentro dessa máquina de compra e venda não são outras máquinas, mas sim, humanos. Pessoas que gostam de ser alguém e de se sentir alguém, não só uma coisa vendável qualquer. Acho que essa é a nossa essência, mesmo que ela venha sendo negada todo dia.
Daí vem a internet e nos dá a oportunidade de nos expressar. Deixa a gente ser livre de novo. E é aí que está a grande vantagem de se liberar conteúdo. É a gente voltar a ser nós mesmos, a fazer as coisas em troca de um bem comum. Seria perfeito se não fosse o tal capitalismo, que não está programado para funcionar dessa maneira. Está programado para funcionar, aliás, de maneira contrária. Mas será que não está na hora da gente fazer a nossa parte para tomar as rédeas do modelo organizacional que vivemos?
Não estou dizendo que o mundo poderia ser colorido, ou socialista, ou comunista. O que eu digo aqui é que não podemos deixar a forma que nos organizamos se colocar sobre quem nós somos. E tenho certeza, essa mudança de hábitos não vai fazer o mundo entrar em colapso.
Também não tenho a pretensão de ser inovadora com tudo isso que falei, não é de hoje que mil discussões pipocam sobre isso. Só estou fazendo a minha parte, o que eu acho que é um grande começo. Pensem nisso. De que forma você pode contribuir?

*Foto linda, está até nos meus favoritos do Flickr. Tirei daqui.

Auto-ajuda

Essa é a minha despedida de um junkie way of life que venho levando faz tempo. No meu dia-a-dia comer todo tipo de besteira, dormir 5h por noite, não fazer exercício algum é completamente normal. Fora não cuidar direito da minha pele e do meu cabelo, aturar rapazes que não me tratam como uma princesa (meninas solteiras, leiam “Ele não está tão a fim de você”!), me comprometer com trabalhos que não quero fazer por motivos que nem eu sei explicar. A lista de auto-destruição é interminável.
Supondo que eu não seja a única nessa situação, me pergunto, por que a gente faz isso com nós mesmos? Resolvi começar a compartilhar aqui no blog uma mudança de estilo vida. Desafio para mim mesma. Nada radical nesse primeiro momento, aprendi que essas coisas funcionam melhor quando são feitas aos poucos e com objetivos que não sejam vistos como sacrifícios terríveis, mas como um novo hábito maravilhoso. Essa, aliás, é a parte mais difícil.
Vou começar pela parte mais crítica, a alimentação. Como tenho gastrite, comer de maneira saudável é uma obrigação para mim. Não tô falando de dieta para emgrecer, que isso fique claro. Mas se isso acontecer vai ser ótimo!
Proibições: refrigerante e fritura.
Restrições: tudo com cafeína, comidas gordurosas (principalmente os vilões sorvete e croissant), chocolate, amendoim, cebola crua e alho em excesso. Meu deus, chocolate e alho vai ser difícil superar.
Regras: beber muita água, comer pouco e mais vezes ao dia.
Bom, são esses os pontos que tenho que mudar mais rápido. Acho válido fazer uma listinha, não? Se lembrar de mais alguma coisa vou atualizando junto com os posts sobre o assunto.
Só para esclarecer, não vou ficar falando só sobre meu novo lifestyle aqui não, ok? Não sou tão chata assim.
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Olha a foto desse sábado, eu escorregando bonito na comida do mau. Frappuccino de morango com sobertura de chantilly. Parei!
Melhor falar da roupa, que não tem nada de mais, mas foram dois achados. O casaco foi comprado na Farm numa promoção amiga com 40% ou 60% de desconto, não lembro. Bem quentinho e tem um tom de verde lindo que eu adoro. A regatinha é da H&M, foi umas 10 libras. Ninguém gosta da estampa dela, mas eu gosto! Então tá!

Plano B

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“Se, às vezes, é forçoso dissimular algo com palavras, convém usar muita arte para não ficar evidente e, se descoberto, ter sempre pronta uma desculpa.” ― pág 21, Os Bastidores da Diplomacia – Ribeiro, Guilherme Luiz Leite.

Enquanto estudava para a minha monografia me prendi nessa frase. Esse trecho é de uma carta-conselho de um embaixador calejado para um jovem diplomata. Quem sabe, sabe.