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Vida de Freela

Vida de freela é basicamente o seguinte: aos olhos dos outros você é um à toa. PONTO.

Mas gostaria de esclarecer que a realidade é exatamente o contrário. Freelancer trabalha o tempo todo, não larga o job quando tá se divertindo e quando está trabalhando não larga a diversão.

Por isso a confusão aos olhos dos outros.

Que fique explicado, portando, que eu tô nesse momento trabalho velocidade 5, pé na porta e soco na cara. Isso porque o Rio-à-Porter e Fashion Rio estão chegando agora, no próximo dia 30 (tô na assessoria dos dois), o GWS está sendo reformulado (novidades incríveis e underground do jeito que a gente gosta), o curso de francês me suga e até hoje não sei falar uma palavra.

Mas esperem a volta do #CraftMonday – já descobri um monte de marcas incríveis que vão para o Rio-à-Porter que fazem uns trabalhos manuais lindos! – e outras coisas que não pensei ainda, mas vou fazendo aqui. Se tiver ruim, me avisem, s’il vous plaît (copiei do tradutor do google).

Paul McCartney

Um registro ainda muito emocionado do show de ontem.

Idem

(via The New Yorker)

Welcome to Disney World – A segunda etapa

Comecei há quase um mês escrevendo sobre a minha experiência incrível de trabalhar na Disney com esse post aqui. Agora vou continuar. Sigam-me os bons.

Depois de ser convencida por uma amiga a ir numa palestra informativa sobre o Disney International College Program e descobrir que eu já tinha passado na primeira etapa do processo seletivo só por ter ido, fiquei aguardando o dia de ir para a segunda etapa, uma entrevista feita pelo pessoal da STB.
Essa parte é bem simples. Nem sei como vou contar ela para vocês em mais que um parágrafo. Por isso vou colocar umas fotos, dizem que imagens falam mais do que mil palavras, portanto, visualizem Carol Guido em 2004/2005, vivendo a vida pré Disney:


Pois bem, eis que fui fazer a entrevista.
A moça da STB perguntou coisas básicas, do tipo: “Porque você quer trabalhar na Disney?”, “Aponte três qualidades e três defeitos seus.”, “Porque você acha que a Disney deve te contratar?”, “Se passar nessa etapa você vai tirar os piercings, né?”.
E pronto. Saí de lá sem saber ao certo se eu tinha o perfil que eles buscavam. Também, não estava ligando muito. O que viesse, era lucro.
Em mais ou menos uma semana recebi um email de aprovação. Agora era só esperar as instruções para a próxima parte: a entrevista com a Disney.

[To be continued… ]
Mas enquanto isso, deixo vocês com mais uma demonstração de que eu não sabia o que estava fazendo quando aceitei trabalhar lá.

Figurinista alerta!

Welcome to Disney World – A primeira etapa

Meus amigos falam que eu poderia escrever um livro contando minhas aventuras de viagem. Preferi escrever aqui no blog mesmo. Porque vai que ninguém ia querer publicar meu livro. Eu, com toda certeza, me sentiria muito a escória da sociedade. Aqui na internet eu não me sinto rejeitada, é só apertar um botão escrito “publish“, sem depender de ninguém gostar de mim. Que ironia.

E olha, eu nem sou tão viajada assim, tem gente que é muito mais, mas ok, resolvi contar. Vou começar pelos meus 2 meses e meio de trabalho na Disney e como eu, a garota que tinha piercing na língua, fui parar lá.

Eu não escolhi, eu fui
Contexto: Segundo semestre de 2005. Quarto período da faculdade de jornalismo da FACHA. Aliás, minto, quarto período da faculdade de Farani. E eu queria lá saber de ir fazer intercâmbio na Disney? Onde se só pode usar um brinco em cada orelha, um anel em cada mão, unhas de cores discretas e blá blá blá. Não, né.
Eu nem sabia que existia isso de trabalhar lá. Muito menos que recrutavam gente de quase o mundo todo, ainda mais gente do Brasil, ainda mais universitários. Eu nunca pensei que ia querer a Disney, nunca pensei que a Disney ia me querer.
Mas eu tenho uma amiga que já é minha amiga desde os tempos do colégio que é uma pessoa direita. Eu também sou direita hoje em dia, mas quando eu era adolescente eu não era. Enfim.
Ela veio pra mim um dia com esse papo de que precisava de companhia para participar da seleção do International College Program da Disney.
— Carol, vamos comigo tentar um negócio de ir trabalhar na Disney?
— Oi?
— Hum. Tá. É um programa de intercâmbio. Work Experience, já ouviu falar?
— Já.
— Tem que ser universitário, não pode ser do primeiro nem do último período. A hora é agora.
— Ah brother, deve ser chatão. Nem quero.
— Mas vamos comigo? Por favor, tô tensa de ir sozinha. Só pra me fazer companhia.
— Ir contigo onde cara? Na Disney? hehehe
— Duh. Pra participar do processo seletivo tem que ir numa palestra.
— …
— Vamos, por favor!!! Você trocou meu aniversário por uma festa no Iate. E agora quando eu peço pra ir numa mísera palestra você não vai. Você é fogo.
[Notem que ela não fala “Você é fod*”. Fofa. haha]
— Ai, tá bom.

A primeira etapa
E fui. A palestra explica tim tim por tim tim de como funciona o tal International College Program. Por mais alheia que eu estivesse àquilo tudo, comecei a me interessar. É tudo muito mágico, muito envolvente. Dá muita vontade de ir.
Fora a parte bonita da coisa, nesse encontro a gente fica sabendo que é preciso passar por três fases antes de se tornar um cast member. A primeira, que é a presença na palestra. A segunda, uma entrevista com o pessoal da STB, agência que representa a Disney no recrutamento do Brasil, e a terceira, uma entrevista com o pessoal da Disney.
O fato de já ter passado na primeira faz você se sentir um falso vitorioso. Porque afinal de contas, você não fez nada demais. Só esteve lá. Eu, por exemplo, estava de bobeira e resolvi acompanhar uma amiga. Ao mesmo tempo que deixa as coisas mais fáceis, com a sensação de já cumpri 1/3 da tarefa, então vamos em frente.
Na própria palestra a STB já marca uma data para te entrevistar. Tudo muito fácil, acessível e eu, a essa altura do campeonato, já comecei a pensar que não seria nada mal tirar o meu piercing e que eu ia ficar muito mais bonita sem ele.

Muito mais bonita? Que ilusão:

[to be continued…]

O que você vai ser quando crescer?

Estava escrevendo um post revoltado, quando recebi uma ligação para um freela que parece ser ótimo. A unica frase que mantive foi essa: “Eu já estou grande e não sei responder a essa pergunta, mas o que importa é tentar.”

A gente não sabe como a vida pode nos surpreender de formas loucas e boas quando menos esperamos. Mas já entendi o recado. Estou feliz.

Linéia, Monet e minhas primeiras inspirações


Desde que ganhei esse livro me apaixonei por Monet. E o meu pintor predileto até hoje.


Nessas páginas eu vi meu primeiro quadro de inspirações. Venho tentando fazer o meu desde então.


Quando fui a Paris chorei vendo ao vivo um quadro de Monet que lembro de apreciar pequenininha pelas descrições da Linéia. A viagem foi em 2007 e na gift shop do museu eu comprei esse pôster. Guardei bilhetes do metrô, algumas outras lembranças e etc.

Hoje fui no Saara e comprei a cortiça do tamanho ideal. Vai ficar lindo, estou emocionada.