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Volto ou não volto?

Por mais bizarro que possa parecer, só agora descobri como é prático usar o smartphone para postar. WordPress é tão incrível que tá me deixando acreditar que no meio da correria eu poderia continuar falando aqui sobre como a vida é corrida e como eu tenho saudade deste blog.

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PS: Neste meio tempo o que me aconteceu de mais legal foi ter ganhado esse anel de bigode da Anna Carol. Ele não é demais?

Como andam… os planos que fizemos para 2011?

É gente, já estamos em agosto. O tempo passa rápido e coisa e tal. E no início do ano eu bem fiz uma lista das coisas que eu gostaria de realizar em 2011, vocês fizeram também?
Bom, só sei que resolvi fazer uma recap agora antes que seja tarde. Se eu fosse vocês, faria também. Pode até parecer que não, mas ainda dá tempo de poupar o mimimi da lista de 2012 cheia de itens repetidos desse ano.

Minha lista e observações:

1) Assistir muitos shows. Check!
Por enquanto estou indo bem nessa. Ano passado não fui a show nenhum, então estou feliz com Paul McCartney e Kate Nash. Ainda vem Rock in Rio com Coldplay, J-Z e Skank. E Hanson em dezembro novembro. Ai, Hanson….

2) Fazer um curso bacana de Marketing. #Fail
Acho que vou abortar essa. Ainda não sei se vou continuar em Marketing depois de ter começado a trabalhar em PR.

3) Decorar meu quarto, com meu próprio dinheiro. Quase lá!
O meu quarto está quase todo decorado. Aliás, preciso mostrar para vocês. Bem fofo. Depois tiro fotos. Mas tem uns cantinhos que postei aqui uma vez, olha.

4) Terminar o planejamento estratégico do GWS e usa-lo para fazer de 2011 o melhor ano do site! Se liga, Carolina!
É, falhei no plano estratégico por enquanto. Mas que o site vai ter uma reviravolta em breve, isso vai.

5) Fechar muitas parcerias comerciais para o GWS. Check!
Mas quero mais.

6) Dedicar um tempinho todos os dias aqui para o blog. #Fail
Meio que já desisti desse tempinho diário. Mas até que tô indo ok, né?

7) Ministrar o workshop sobre blogs e outras mídias online junto com a Nuta. #Fail
Acho que essa vai ficar pra 2012. Ou não. Quem sabe?

8) Arrumar um bom emprego. Check!
Arrasei!

9) Conhecer Fortaleza. Se liga, Carolina!
Se não rolar uma folga no trabalho fora 15 de novembro, esse tópico vai acabar virando #Fail.

10) Voltar a estudar francês. Check!
Mereço estrelinha por esse. Ir para o Fundão sábado 8h da manhã é um desafio brabo.

11) Customizar muitas roupas. #Fail
Tô sem tempo e nem quero mais. Preguiça. hahaha

12) Fotografar mais. Quase lá!
O meu flickr está menos abandonado, mas ainda assim preciso dar um gás.

13) Imprimir as melhores fotos de cada mês. Check!
Não imprimi as melhores de cada mês, mas imprimi as melhores das minhas viagens. Tá valendo.

14) Fazer minhas próprias unhas, toda semana. #Fail
Não dá, gente. Demora muito, arranco bifes e não quero.

15) Fazer scrapbooks e outros projetos feitos à mão. Se liga, Carolina!
Quero muito conseguir, estou super parada, hora de mudar isso antes que vire #Fail. E eu não quero que isso aconteça!

Bom, já que abortei algumas missões, vou adicionar uma muito importante:

16) Começar a fazer exercícios. Se liga, Carolina!
Ganhei 5kg esse ano. Preciso falar mais alguma coisa?

Um pequeno detalhe

Deixa eu falar pra vocês um caso que um colega de trabalho estava contando hoje lá no escritório. A gente refletia sobre esse momento de crise norte americana e como o dólar mais baixo dá uma coceira na carteira e coisa e tal. Daí ele veio contar, né, que tem um amigo que acabou de voltar de Miami com tantas compras que não dava nem pra imaginar. Que ele pegou o dólar a mais ou menos R$1,50 lá e trouxe a vida na mala. E mais, o pai dele ainda trabalha na alfândega, então já viu, rolam vários esquemas e tal.

O caso é esse. The end. Coisa corriqueira, aparentemente nada demais, né?

Mas, se assim como eu, você conseguiu ter um pouco de sutileza para ver um pequeno detalhe muito errado nessa história, parabéns, você tem um dom, não deixa passar batido.

Aprendemos a falar só para nos calar

Eu queria contar para vocês a minha revolta com a humanidade e como ela se transformou em tranquilidade depois de alguns meses de introspecção.

Eu queria, mas não vou.

Não vou por que descobri que nesse mundo compartilhado com pitadas politicamente corretas só tem tranquilidade quem não fala sobre a sua revolta.

Se você vier quente com suas ideias transgressoras, pode saber que os antiquados já te aguardam fervendo de argumentos contrários. Se por uma ilusão você se sentir a vontade para voltar a expor sua indignação tradicionalista, não precisa esperar muito até o banho de água fria da face moderninha do mundo.

Desculpem os trocadilhos nada funcionais de palavras frias e quentes. Mas foi assim que me ensinaram a viver: nessa selva de extremos revoltosos, só os mornos se salvam. Calados.

À francesa

Estou completamente apavorada e desesperada com uma prova de francês que vou fazer amanhã, SÁBADO, às 8h da matina.
Em homenagem a esse momento marcado pela angustia em plena sexta-feira, replico o bom fim de semana do A Day in The Life.

Jali – Espanola from ChezEddy on Vimeo.

Me desejem sorte!
Ou melhor, souhaitez moi bonne chance!

Querido diário

Hoje eu resolvi dizer que queria que você existisse, mas não tenho coragem de escrever o que vem na cabeça sabendo que o visual da página pode ficar feio (e é muito provável que fique). Confesso que gostaria de olhar para você e me sentir mais estilosa e se a página ficar feia a única coisa que vou conseguir é me sentir ainda pior, por que sei que tem gente que rabisca qualquer coisa e fica lindo. E pensando por esse lado vejo que eu não sou digna de te ter, já que a última coisa que eu deveria pensar é numa página com rascunhos bonitos.
Mas se você souber de alguém menos idiota que eu, indica esse post, que fala como é legal essa história de ter seu próprio diário e coisa e tal.
A gente se fala, beijo.

Welcome to Disney World – A terceira etapa

Já falei para vocês na primeira e na segunda etapa desse post o que leva uma pessoa a trabalhar na Disney (insistência de amigos) e como foi o processo seletivo até então (bastou comparecer e parecer normal). Agora vou contar como é estar cara a cara com o RH do Mickey Mouse e como magical things can really happen quando você menos espera.

Depois de saber que eu tinha passado na entrevista com a STB fiquei aguardando mais instruções. Chegou por email o comunicado: sua entrevista com a Disney será dia tal, à tal hora, em tal hotel, em São Paulo. Oi? São Paulo?
Tá, eu sabia desde o começo que essa parte do processo seria lá, mas eu não acreditei que fosse chegar tão longe e também pensei que em cima da hora eles podiam se encantar pelas maravilhas do Rio e resolver fazer um pit stop aqui. Mas me enganei. Pelo visto eles não só não se encantaram como também, diz a boca miúda, que não vinham para cá por questões de segurança. Ou seja, além de me fu*** por morar numa cidade que dá medo nas pessoas, eu ainda tenho que ir para São Paulo fazer uma entrevista que eu nem queria muito, ó mundo cruel.

E aí vocês devem pensar: “Se você nem queria muito por que foi?”. Pois bem, esse é o ápice da história, onde toda a ideia que você construiu em torno do meu enredo tão envolvente desmorona. Foi nesse momento que eu tive que sair de cima do muro e tomar uma decisão. Ou vou, ou racho. E eu fui. Pensei que se a sorte esteve do meu lado até agora, isso era um sinal de que era para eu ir até o fim.

Eu me preparei toda. Tirei os piercings de vez, arrumei a mala mais formal da minha vida, li tudo que podia sobre a Disney, sobre como se sair bem em entrevistas, truques de linguagem corporal e tudo mais. No dia anterior eu e minha amiga pegamos um ônibus no Rio. Chegando lá nós ficamos num hotelzinho tranquilo, perto do local da entrevista para não ter erro…

Não ter erro? Porran, se isso é não ter erro, imagina o que é dar tudo errado! Ah Luiza Marilac, imagine você que nós acordamos mais cedo, nos programamos, fomos super arrumadinhas para o hall do hotel pegar o táxi e para o nosso desespero o motorista conhecia menos São Paulo do que eu, que estava indo pela primeira vez. Fora que naquela época não tinha GPS, meu amigo, era na base do erro e acerto. E ele errou, viu. Como errou. Enquanto isso a gente já estava planejando como íamos dar a notícia para os nossos pais. Em pensar que eu tinha decidido continuar com isso porque achava que a sorte estava do meu lado…

Quando finalmente chegamos no tal lugar, já descendo do táxi super cabisbaixas, uma menina que a gente conheceu no Rio nos viu e gritou “Corre, se não cês vão perder!!!!!”. Aaaa! Que felicidade! A sorte não tinha me abandonado e fez com que não só a gente chegasse atrasadas! O processo estava todo atrasado porque o trânsito de São Paulo impediu muita gente de se locomover com dignidade, incluindo pessoas da Disney. Ai São Paulo, te amei nessa hora.

Aí veio o momento da espera pré entrevista. Tem coisa pior? Você ficar numa sala com outros candidatos, pensando que ali você já pode estar sendo observado (Disney né gente, vai saber), tentando não cometer nenhum deslize ao respirar. Que coisa horrenda. Mas passou. E veio o pior, encarar o RH do Mickey.
Eu entrei com mais duas meninas:

Disney Lady: Você já visitou a Disney? O que achou?
Concorrente 1: Já! Fui três vezes. Uma com minha família, outra só com minhas amigas e também passei meu aniversário de namoro lá.
Disney Lady: Ah, você namora? Há quanto tempo? Não acha que seu namorado iria se incomodar com você quase 3 meses longe?
Concorrente 1: Namoro há 7 anos, não tem problema algum. Ele me incentiva muito, inclusive ele também já foi cast member!
Disney Lady faz cara de aprovação americana.

Disney Lady: Qual a maior vantagem de ir trabalhar na Disney? E a desvantagem?
Concorrente 2: Com certeza é poder entrar em contato com as pessoas, com diversas culturas. Adoro diversidade cultural, já morei na África, na Austrália, na Europa toda. Falo inglês, japonês e grego! E bem, a maior desvantagem? Ah! É não poder trazer a Disney de volta para o Brasil comigo!
Disney Lady faz cara de aprovação americana.

Disney Lady: E você, querida, por que acha que a Disney deve te contratar?
Carol: Acredito que sou uma profissional agregadora, conciliadora e proativa. Também adoro novas culturas, sei lidar com todo tipo de gente. E também acho que posso aprender muito.
Disney Lady faz cara de quem sabe que eu tinha decorado tudo aquilo. Praticamente uma Miranda Priestly ao ver um desfile que não gosta. Quase imagino ela falando “That’s all” no meio do meu discursinho automático.

Saí de lá mais cabisbaixa que entrei. Mas deixei passar o tempo. Foram algumas semanas de espera. Minha amiga já tinha recebido a confirmação de que ela tinha sido aprovada e embarcaria em 2 meses quando chega o meu email: STANDBY. Ok, respira fundo. Nessa época a gente trocava muita ideia com quem já tinha sido cast member em outros anos em uma comunidade no Orkut. Eu já tinha visto uma galera falando que ficou em stand e os veteranos já tinham falado que era fail na certa. Me dei mal. Miranda me reprovou e quando eu mais precisei da sorte, cadê? Nada.

Eis que magical things happen quando você menos espera. E para a minha felicidade esse foi o ano “Disney sem critério”. Enquanto no anterior, sei lá, mil pessoas passaram (tô chutando), no meu duas foram duas mil. E quase todo mundo que tava em stad foi aprovado, incluindo eu! Aêêêêê! Maior legal. Nem acreditei quando recebi as instruções da STB. Nem acreditei que tinha que resolver tudo em um mês! Nem acreditei que vários professores me liberaram de fazer prova!! Foi puro amor. Arrasou, seu Mickey. Sua casinha é realmente the happiest place on earth.

PS: Se você leu até aqui e quiser saber como foi a viagem, me fala. Posso contar o The Best Of Disney aqui, mas só se tiver gente a fim de ler.