Eu, robô

Desde que comecei a me interessar por mídias sociais venho me questionando sobre as vantagens de se ter um conteúdo tão livre como o que a gente vem experimentando na internet. Tudo bem para quem é apenas receptor, acho que não tem nada melhor, afinal, quem não gosta de ter acesso a tanta coisa legal, com uma facilidade incrível e ainda por cima de graça? Todo mundo, né? Mas, fico encasquetada, e para o emissor, tanto aquele que sempre foi, como para aquele que agora tem a oportunidade de ser, qual a vantagem de tudo isso?
Não é à toa que na indústria musical, por exemplo, muita gente pirou quando se viu em meio ao mundo novo dos downloads de mp3. Momento marcante esse, não acham? É como tirar doce da boca de criança e ainda por cima mandar ela se virar se quiser conseguir outro. A “industria emissora” se programou para se apropriar do que a internet proclama ser nosso por direito. É diferente, é uma boa mudança de hábito, gosto disso.
Mas voltando a questão lá do começo, como é que faz para ter alguma vantagem em liberar conteúdo sem cobrar por ele? Depois de ler muitas discussões, principalmente no blog do Chris Brogan, comecei a formar minha opinião.

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Não é novidade nenhuma que grande parte do que a sociedade tem hoje (não do que a sociedade é, mas sim do que ela tem) vem de um círculo vicioso que gira em torno de dinheiro, dim dim, bufunfa, coisa que gente normal sabe o que é, mas nem sempre vê. Porém, quem está dentro dessa máquina de compra e venda não são outras máquinas, mas sim, humanos. Pessoas que gostam de ser alguém e de se sentir alguém, não só uma coisa vendável qualquer. Acho que essa é a nossa essência, mesmo que ela venha sendo negada todo dia.
Daí vem a internet e nos dá a oportunidade de nos expressar. Deixa a gente ser livre de novo. E é aí que está a grande vantagem de se liberar conteúdo. É a gente voltar a ser nós mesmos, a fazer as coisas em troca de um bem comum. Seria perfeito se não fosse o tal capitalismo, que não está programado para funcionar dessa maneira. Está programado para funcionar, aliás, de maneira contrária. Mas será que não está na hora da gente fazer a nossa parte para tomar as rédeas do modelo organizacional que vivemos?
Não estou dizendo que o mundo poderia ser colorido, ou socialista, ou comunista. O que eu digo aqui é que não podemos deixar a forma que nos organizamos se colocar sobre quem nós somos. E tenho certeza, essa mudança de hábitos não vai fazer o mundo entrar em colapso.
Também não tenho a pretensão de ser inovadora com tudo isso que falei, não é de hoje que mil discussões pipocam sobre isso. Só estou fazendo a minha parte, o que eu acho que é um grande começo. Pensem nisso. De que forma você pode contribuir?

*Foto linda, está até nos meus favoritos do Flickr. Tirei daqui.

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2 Respostas para “Eu, robô

  1. uma reflexão pertinente…

    desde pequenos “aprendemos” que só seremos felizes se tivermos coisas e mais coisas.

    geralmente, coisas que nem precisamos de fato.

    e as pessoas que mandam na sociedade querem que ela continue assim. qualquer mudança já as assustam.

    é um mundo complicado.

    a propósitio, curti pra caramba seu blog. não só os textos, mas tb as fotos que vc coloca neles. excelente msm.

    vou adicionar teu link no meu blog…

    t+!

  2. Concordo com você em gênero, número e grau.

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